Mais de 500 municípios mineiros de todas as regiões do estado
participam da 7º Jornada do Patrimônio Cultural de Minas Gerais com o tema
" Culinária e Patrimônio". Entre 1º e 31 agosto, mês em que celebra o
Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A Jornada é promovida pela Secretaria de
Estado de Cultura e Turismo, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais ( Iepha-MG) desde 2009, e a participação
dos municípios é condição para valorizar o patrimônio cultural local.
Diamantina, participa deste evento, com: " Culinária Diamantina: Saberes e
fazeres", evidenciando as comidas típicas, nos eventos de QUINTA DA QUITANDA E SEXTA NOSSA.
Aviso Importante
Prezados leitores,
Informamos que o blog estará temporariamente suspenso durante o período eleitoral. Agradecemos a compreensão.
Atenciosamente,
Diretoria de Patrimônio Cultural
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
EXECUÇÃO DE OBRAS NA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA LUZ- DIAMANTINA
Com grande satisfação, assistimos o
desenvolvimento das obras de intervenção na Igreja de Nossa Senhora da Luz. As obras
muito representam para o patrimônio cultural de Diamantina, para sua sociedade,
e particularmente, para os moradores do entorno da Igreja de Nossa Senhora da
Luz. Obra realizada pela Prefeitura Municipal de Diamantina, esta é mais um
avanço na política de preservação e conservação do patrimônio, promovendo o
fortalecimento da identidade cultural, preservação do conjunto arquitetônico da
cidade, e sobretudo um respeito ao cidadão, que é o seu principal guardião.
Zelar pelo patrimônio: preservação e conservação do prédio que abriga a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina
O
prédio conhecido popularmente como Casa da Cultura, sede da Secretaria
Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, localizado à Praça Antônio Eulálio,
está recebendo ações de conservação e preservação, através da limpeza, reparos
e pintura, com utilização e mão-de-obra da Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Urbano e Rural.
Integrando
o centro histórico da cidade, como conjunto arquitetônico tombado, este prédio,
é ícone da representação da arquitetura colonial da cidade. Foi a residência de
um proeminente comerciante da economia diamantinense.
O
sistema construtivo empregado na construção original, tem por base, estrutura
de madeira e pau a pique, típica das construções do século XVIII e tem o
registro de sua fachada, do ano de 1857. O prédio faz parte do conjunto
arquitetônico abrindo vista para a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
A
limpeza, reparo e pintura, são ações que promovem a conservação e preservação
do prédio, uma vez que, sendo um prédio de uso coletivo, aberto ao público,
requer que de forma continua os bens imóveis recebam ações, como forma de
tratamento, que representam política pública municipal de patrimônio. Os
serviços estão sendo realizados pela Prefeitura Municipal de Diamantina, com
recursos do Fundo Municipal de Preservação.
quinta-feira, 27 de junho de 2019
CABOCLINHOS DE DIAMANTINA RETOMARÃO SUAS ATIVIDADES
No mês de junho iniciou-se encontros com grupo um de jovens e
adultos de bairros de Diamantina na Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e
Patrimônio. Os encontros tratam-se da recriação do Caboclos de Diamantina,
grupo este tradicional em nossa cidade integrante das Festas Católicas de
Diamantina, entre elas a Festa do Divino Espírito Santo – Bem Cultural
Imaterial registrado pelo município e a Festa de Nossa Senhora do Rosário.
O congado é uma manifestação cultural
e religiosa de influência africana celebrada em algumas regiões do Brasil,
principalmente no estado de Minas Gerais, que se caracterizada pela diversidade
de ritmos, danças, instrumentos musicais e roupas, em nossa região os grupos de
congado tradicionais são a Marujada, Catopés e Caboclos, que saem nas festas
religiosas em especial na Festa de Nossa Senhora do Rosário.
De acordo com o Sr. Carlos Rubens atual mestre
dos Caboclos, filho e Neto de ex mestres, a última que os Caboclos saíram em
Diamantina foi na década de 80, entre as razões do grupo ter parado com suas
apresentações então o falecimento de seu pai Sr. José Rubens (último mestre),
alguns dos caboclos daquela época terem mudado de religião e idade avançada de
outros impedindo que assumissem a responsabilidade do grupo.
Carlos Rubens por ter vivenciado diretamente em
sua infância esta manifestação cultural de Diamantina, tinha o sonho de voltar
com as apresentações do caboclos nas festas religiosas de Diamantina, tendo
apoio e participação de filhos e netos ele está aos poucos encontros com jovens
e adultos, repassando as canções e danças que ele aprendeu ainda quando criança
e que ficaram gravadas em sua memória.
Para que este trabalho se fortaleça, a SECTUR
encontrou com os futuros caboclos de Diamantina, para um breve diálogo em que a
secretária de Cultura Márcia Betânia falou sobre herança hereditária do congado
no Brasil em especial a nossa região, dando oportunidade a todos os presentes
para falar sobre o conhecimento ou se já viram apresentações de grupos de
congado.
O
simples fato de abrir-se ao diálogo já trouxe como resultado um ânimo aos
futuros Caboclos que em maioria são jovens e nunca presenciaram este tipo de
manifestação. Através deste encontro depois de diálogos ficou estabelecido além
da continuação dos
ensaios
também serão realizados ações de educação patrimonial através do Programa Municipal de Educação Patrimonial “De Olho no Patrimônio” através de
palestras, intercâmbios e oficinas.
Diamantina, 20 ano de
Patrimônio Cultural da Humanidade! Estamos De Olho em Nosso Patrimônio!
quarta-feira, 12 de junho de 2019
sexta-feira, 7 de junho de 2019
ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL MATTA MACHADO PARTICIPAM DE AÇÃO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL SOBRE A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DE DIAMANTINA!
Mais de dois séculos de História! A Festa do divino Espírito Santo em
Diamantina, destaca-se por sua relevância religiosa, histórica e cultural e
neste ano estudantes da Escola Estadual Matta Machado participaram das
atividades educativas realizadas pelo Programa Municipal Pedagógico De Educação
Patrimonial “De olho no Patrimônio” que através de ações didáticas realizou
um descontraído bate papo com a participação de Geralda Parisi, uma das
integrantes da Comissão de Salvaguarda da Festa do Divino (ex festeira), ao
todo participaram 98 alunos das turmas do quarto ano do ensino fundamental. Os
estudantes realizaram também, visita técnica guiada à exposição sobre a Festa
do Divino no Museu do Diamante, sob a
orientação dos professores municipais de educação patrimonial do
Programa (PEP): Claudete Rocha, Cleuber Rocha e Kesley Maya. Essas ações
oportunizaram reflexão e conhecimento, enfatizando as características que a
Festa do Divino Espírito Santo reúne nas diversas formas de expressões e
distintos saberes, a musicalidade, ofícios reconhecidos na costura, nos
bordados e adereços, além do tradicional Bolo de Arroz. Foi enfatizado todo o
valor afetivo que esse Bem Imaterial representa para a história do povo
diamantinense. É a Secretaria Municipal de Cultura Turismo e Patrimônio numa
Parceria com Secretaria Municipal de Educação estreitando os laços entre o
Passado, presente e futuro através do Programa Municipal Pedagógico “De Olho no
Patrimônio”.
Estamos de Olho em Nosso Patrimônio!!
(texto: Claudete Rocha, Cleuber Rocha)
quinta-feira, 6 de junho de 2019
PLANO DE SALVAGUARDA EM AÇÃO FESTA DO DIVINO ESPIRITO SANTO DE DIAMANTINA
A Festa do Divino Espírito Santo é bem
imaterial, reconhecido por meio do “registro”, instrumento este, utilizado no
país pelas políticas de preservação do patrimônio cultural à preservação de
bens imateriais, tais como, as formas de expressão, celebrações e os modos de
criar, fazer e viver, conforme artigo constitucional de 1988 e lei municipal
que regulamenta a política municipal. Exatamente por ser importante referência
cultural dos diamantinenses, é que esta celebração foi tornada patrimônio
imaterial do município.
As diretrizes e medidas para valorização
do patrimônio são postas no Plano de Salvaguarda e executadas, anualmente, pela
Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio em parceria com os detentores do
bem, neste caso, com ex-festeiros, paróquia de Santo Antônio e comunidade
diamantinense, nas ações de logística, gestão e financiamento.
Este complexo patrimônio cultural reúne
diversas formas de expressão e distintos saberes, dentre eles a musicalidade,
na tradicional música do divino, identificada pela comunidade como a Folia do
Divino. Tal expressão musical é recriada anualmente durante a celebração pelas
bandas locais, Banda do 3º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, Banda
Euterpe Diamantinense e Banda Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz e,
curiosamente em reuniões de discussão sobre o plano de salvaguarda da festa foi
levantada a questão da ausência da sua partitura.
A
melodia é descrita por Soter Couto [1]como
“composição original, sem compasso, introduzida no Tijuco desde a época
colonial”. Executada pelas bandas locais, foi sendo passada de geração em
geração de músicos, através de ouvido.
Neste sentido, articular a montagem da
grade de partitura da Folia do Divino, como exposto, foi uma diretriz do Plano
de Salvaguarda proposta para o ano de 2019, com o objetivo de garantir a
identidade e memória da melodia.
A metodologia para elaboração da
mencionada partitura foi organizada pelo músico e professor Patrick de Aguilar[2]. A
Folia do Divino, segundo este, era ensaiada de músico para músico da forma:
ouvir e tocar, sem nenhum registro de partitura. Desse modo, no intuito de
registrar a memória deste hino foi feita uma gravação da centenária Banda de
Música do 3º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, executando a Folia, e
a grade foi criada a partir desta base; possui os naipes tradicionais de uma
banda de música madeiras, metais e percussão.
Assim, no âmbito da política de
preservação do patrimônio cultural a Prefeitura de Diamantina entregou a
comunidade diamantinense a grade de partitura da Folia do Divino considerando
esta uma ferramenta de suma importância
para o auxílio na formação musical de músicos, e garantir fidelidade e exatidão
na execução da música, que com o passar dos anos se transformou no Hino da
Festa do Divino. O livreto foi entregue a maestros de bandas locais, grupos de
serestas e Conservatório Estadual de Música durante a abertura da
exposição do Divino Espírito Santo, no último dia 21 de maio.
[1]
COUTO, Soter. Vultos e fatos
de Diamantina. Imprensa Oficial: Belo Horizonte, 1954, p 128.
[2] Patrick Ricardo de Aguilar, músico e professor
do Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita, e maestro e professor da
Banda Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz.
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