quinta-feira, 19 de abril de 2018

Patrimônio Imaterial Municipal _ Guarda Romana


A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial e, também, ao estabelecer outras formas de preservação como o Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, que Instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Brasileiro. 
No município de Diamantina, a Lei 3860 de 17 de setembro de 2014 instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, e no mesmo ano, atendendo aos dispositivos legais, foram registrados como Patrimônio Imaterial municipais, homologados pelo Decreto nº 0421 de 02 de dezembro de 2014, a Guarda Romana de Diamantina, a Festa do Divino Espirito Santo de Diamantina e o modo de fazer do Bolo de Arroz, respectivamente nos livros: Livro das Celebrações e Livro dos Saberes e Fazeres.
Os Bens Culturais de Natureza Imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares.
A importância do registro de um bem imaterial é dentre outros pontos, o de valorizar tradições, conhecimentos, saberes e fazeres, que em grande parte são baseados em sua história oral e que, para sua perpetuação e manutenção precisa ser recriado.
Após o registro de um bem, ele se torna patrimônio cultural imaterial e passa a subsistir a obrigação pública de documentar, acompanhar, investir e apoiar a sua recriação. Neste sentido, em parceria com os detentores de cada bem registrado em esfera municipal, é elaborado o seu Plano de Salvaguarda, com o objetivo de sua recriação e como forma de manter sua tradição e sua história.
No âmbito da Política Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, foi criado o Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio que prevê investimentos, sobretudo, em benefício da conservação, promoção e recriação do patrimônio municipal.   Os investimentos deste fundo, são previamente autorizados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio e Políticas Culturais de Diamantina, que posteriormente, após apresentação de prestação de contas, os aprova.
Assim, ações de recriação dos bens registrados são executadas e financiadas, em parte pelo poder público, desde o registro do bem, em 2014.
A Guarda Romana de Diamantina, no contexto da Semana Santa, apresenta-se como uma das mais tradicionais celebrações do Estado de Minas Gerais e insere-se como bem cultural imaterial no vasto patrimônio cultural diamantinense, estando inscrita no Livro das Celebrações (no qual são inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social), devido a toda a importância que lhe é conferida dentro da celebração, assim como a particularidade dos seus toques e a execução de uma coreografia entre os guardas, o que marca um diferencial em sua participação.
Em 2018, ocorreram reuniões e encontros com elementos da Guarda Romana, investimentos em suas indumentárias, como reforma, manutenção e confecção de novas peças. Fornecido alimentação durante as apresentações da Semana Santa e realização de cadastro dos participantes. Anualmente, desde sua recriação é produzido relatório anual constando as atividades de recriação do bem. Este relatório é disponibilizado para os detentores e compõe o acervo da Diretoria de Patrimônio cultural, disponível para consulta in locu.
Márcia Dayrell França Botelho_servidora municipal_historiadora




               



       


















Patrimônio Imaterial Municipal _ Festa do Divino Espírito Santo


A Festa do Divino Espirito Santo de Diamantina foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial municipal em 2014. Desde então, passou a subsistir a obrigação pública de documentar, acompanhar, investir e apoiar a sua recriação.
Neste sentido, em parceria com os detentores do bem registrado em esfera municipal, é elaborado o seu Plano de Salvaguarda, com o objetivo de sua recriação e como forma de manter sua tradição e sua história.
Em 2017 a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio- SECTUR, instituiu um Grupo de Trabalho, composto por familiares de ex-festeiros, Paróquia de Santo Antônio e servidores da SECTUR com o objetivo de dialogarem sobre a importância do bem no contexto da cidade de Diamantina e as dificuldades para encontrar pessoas e ou famílias, interessadas em realizar a manifestação, bem como elaborar o Plano de Salvaguarda para 2018. Objeto de discussão também, foi a importância do registro como manifestação tradicional de Diamantina e de seus elementos intrínsecos como marujada, caboclinhos, bolo de arroz, bandeira, folia do divino e outros elementos, que necessitam de ações que contribuam para a recriação e de um diálogo constante entre Igreja, SECTUR e comunidade diamantinense.

Desde então este grupo vem se reunindo com o intuito de manter a tradição. Em 2018, uma Comissão composta de quatro famílias de ex-festeiros realizará a Festa, tendo em vista nenhuma família ter se interessado em receber a Coroa ( o festeiro recebe a coroa do Império do Divino). Esta comissão é composta por Maria Marta Mota Couto, filha de Vito Ramos Couto, festeiro em 1949, Marcia Adriana Silva, filha de Francisco Salvador da Silva, festeiro em 1989, Jussara Maria Cruz Santos Fernandes, esposa de Antônio Moreira Fernandes Neto, festeiro em 2004, Geralda Parisi, esposa de Santiago Bruno Parisi, festeiro em 2015.

Em 17 de abril do ano em curso, a mencionada comissão reuniu-se na SECTUR para definir ações e atividades para as comemorações da Festa do Divino Espírito Santo, dentre elas o início do setenário do Divino Espírito Santo, em 13 de maio, domingo, com a tradicional distribuição do Bolo de Arroz de Diamantina, após a missa matinal; dia 17 de maio a Procissão dos Milagres e o cortejo dia 20 de maio, com saída da Capela Imperial do Amparo as 9:00. “ESPIRITO DE DEUS VEM ILUMINAR NOSSO VIVER E NOSSO CAMINHAR” é o tema da celebração/manifestação em 2018.

Como atividade do Plano de Salvaguarda, será realizada de 08 a 16 de maio no Museu do Diamante, exposição sobre a Festa do Divino.






segunda-feira, 16 de abril de 2018

Guarda Civil Municipal de Diamantina participa de curso de capacitação sobre Patrimônio Cultural

   Diamantina é uma cidade histórica conhecida por manter vivas suas manifestações culturais, preservar as belezas naturais e arquitetônicas. O patrimônio cultural de Diamantina é rico em bens culturais e imateriais que podem ser vistos através das manifestações artísticas populares, os saberes, os fazeres, as formas de expressões, lendas, celebrações, festas e danças populares, músicas, costumes e outras tradições. O patrimônio pertence à comunidade que produz os bens culturais que o compõem. É importante Conhecer e Reconhecer o Patrimônio, para que os cidadãos se identifiquem com a cultura local.  Por esse motivo torna-se relevante ter ações de Educação Patrimonial. Sendo essas indispensáveis para a preservação de bens culturais.
Na observância de capacitar os Guardas Civis Municipais foi realizado no dia 10 de abril (terça-feira) um curso de capacitação para servidores da Guarda Civil Municipal intitulado “Conhecer e Reconhecer o Patrimônio”; pensou-se na necessidade dos mesmos, terem um pouco de conhecimento formal sobre a história da cidade de Diamantina. Visto que, um dos entraves identificados por eles que estão em contato diretamente com a população local e visitantes se tratava da ausência de ações educativas voltada para a corporação e adequada à sua necessidade.
O curso foi uma ação de educação patrimonial da Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio a pedido do prefeito sempre atento às necessidades de preservação do patrimônio. O curso teve como objetivo principal instigar nos guardas civis municipais um novo olhar em relação à cidade, não só como cidadãos, mas também como agentes culturais. Nesse curso foram mostradas a relevância dos bens culturais materiais e imateriais, as manifestações culturais tradicionais de Diamantina. Na sequência de outros módulos de formação se espera que os guardas possam assumir de forma mais protagonista o papel de educador cultural patrimonial além de sua função como guarda civil municipal, transmitindo informações e sensibilizando a quem for necessário.


A partir deste curso acreditamos estar contribuindo para um melhor desenvolvimento dos trabalhos desta classe e também para a melhoria da auto- estima de cada um deles, pois é importante realizar cursos de capacitação para a guarda civil municipal, sendo este um dos primeiros realizado para os mesmos.

Atualmente a guarda civil municipal é composta por 49 integrantes, por se tratar de funcionários que trabalham com escalas de trabalho e não ser possível todos interromperem suas atividades, participou do curso 24 guardas civis municipais e os professores do Programa Municipal de Educação Patrimonial, o restante da equipe da guarda realizará o curso de capacitação no mês de julho. Com 05 horas de capacitação os participantes tiveram 02 etapas do curso, na parte da manhã tiveram uma palestra com a historiadora Márcia Dayrell França Botelho com o tema: “Guardar o Patrimônio: um ato de cidadania”, no período da tarde participaram de uma visita técnica  centro histórico da cidade com direito a paradas em alguns pontos turísticos acompanhados por uma guia de turismo que, durante o percurso contou-lhes algumas histórias de Diamantina sobre casarões, igrejas, calçamento, personagens que contribuíram para a cidade ser conhecida.


Fotos;
                                         

                                           
                                         
                                                    Foto 01: Historiadora Mácia Dayrell em sua palestra sobre
                                                                  “Guardar o Patrimônio: um ato de cidadania”,
                                                                   (fonte: ASCOM, 10/04/2018).




                                         
                                            Foto 02: Foto com todos os participantes 
                                                                    da palestra no curso de capacitação
                                                                    (fonte: ASCOM, 10/04/2018).


                                                  

Foto 03: Guia turística Taysa Godinho em suas explicações 
                                                                 sobre o altar lateral barroco da Catedral
                                                                 (fonte: ASCOM, 10/04/2018).




                                                    Foto 04: Guardas Civis Municipais atentos  
                                                                   às explicações da funcionária e guia 
                                                                  do Museu do Diamante,
                                                                  (fonte: ASCOM, 10/04/2018).



                                                       Foto 05: Guia turística Taysa Godinho conta um pouco 
                                                                      da história do Beco do Motta
                                                                      (fonte: ASCOM, 10/04/2018).


                                                              Foto 06: Visita a casa de Chica da Silva
                                                                             (fonte: ASCOM, 10/04/2018).


                                                     Foto 07: Guarda Municipal Ronaldo Alves recebendo
                                                                    certificado de conclusão do curso
                                                                     (fonte: ASCOM, 10/04/2018).


                                                       Foto 08: Foto final com todos os participantes do curso,
                                                                     (fonte: ASCOM, 10/04/2018).




                                            

segunda-feira, 26 de março de 2018

EXPOSIÇÃO "MINAS EM POSTAIS" RECEBE VISITA DAS ESCOLAS DE DIAMANTINA






Exposição “Minas em Postais” recebe visita das escolas de Diamantina


Em comemoração ao aniversário de Diamantina, está sendo realizado no Teatro Santa Izabel a exposição “Minas em Postais”, uma parceria da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio e Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. Junto à exposição está sendo realizadas palestras com a equipe de professores do Programa Municipal de Educação Patrimonial “De Olho no Patrimônio”, uma ação da Diretoria de Patrimônio Cultural. A mostra, gratuita e livre para todos os públicos, apresenta diversos postais das Cidades Históricas de Minas com imagens de bens culturais de natureza material e imaterial, compostos por artes, edificações, paisagens, conjuntos históricos, sítios arqueológicos, saberes, ofícios e modos de fazer, celebrações, lugares e formas de expressão.  Esta semana a exposição recebeu 05 (cinco) escolas públicas com alunos das turmas do 4º e 5º anos ensino fundamental I: E. E. José Augusto Neves, E. M Belita Tameirão, E.M. Jalira Lucchesi de Miranda, E. M. Nathália de Jesus Silva e alunos do curso técnico do IFNMG.

Administração 2017-2020, Nosso Maior Patrimônio é Você.














segunda-feira, 12 de março de 2018

Patrimônio Imaterial Nacional: CAPOEIRA: Torneio Internacional Red Bull Paranauê 2018


      Em um dos maiores torneios de capoeira, em nível mundial, o Red Bull Paranauê, segunda edição em fevereiro de 2018 na cidade de Salvador/BA, teve como representante de Diamantina, o mestrando Cleverson Ribeiro. A participação da cidade de Diamantina em evento deste porte, é uma das ações do plano de salvaguarda da capoeira, registrado como bem imaterial nacional pelo IPHAN. Cleverson registrou seu depoimento:
       “Vivenciar esse evento foi estar no ápice do fruto que foi plantado, ter o reconhecimento de outros capoeiristas de diferentes partes do mundo, é um prazer incalculável. Participei junto a tantos outros candidatos, e, com perseverança representei Diamantina junto aos melhores. Um evento nessa proporção com os baluartes da nossa capoeira, não há dinheiro que pague, pois o prestigio e o carinho com que fui tratado, não há prêmio maior. Tive oportunidade de pessoalmente conversar com um mestre de uma grande importância para nós da capoeira, e ali compreendi que o seu sonho não pode ser menor que dos outros; foi uma vivência grandiosa, em um ambiente com diversos cursos e palestras na temática da capoeira e a sua arte para o crescimento do capoeirista. Sei que tudo o que pude vivenciar é um trabalho que todos queriam participar, pois o crescimento profissional é enorme. Me sinto orgulhoso em participar e mais uma vez levar o nome da minha cidade, a riqueza da nossa cultura.  E temos muito mais ainda de nossa arte para mostrar". 













                          Encontro registrado pelo Jornal " O Tempo"




terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CONVITE

CONVITE


Dom Darci José Nicioli, Revmo. Arcebispo Metropolitano de Diamantina, Cônego Manuel Quitério de Azevedo, Coordenador da Pastoral do Turismo da Arquidiocese de Diamantina, Juscelino Brasiliano Roque, DD. Prefeito de Diamantina e Márcia Betânia de Oliveira Horta, Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, convidam todos os participantes da Guarda Romana de Diamantina, para participar de um encontro dia 16 de fevereiro de 2018, sexta-feira, às 19 horas, na Capela do Palácio Arquidiocesano, Rua do Contrato, nº 104, Centro, em Diamantina.

Na oportunidade, será dado continuidade ao cadastramento cultural dos Guardas Romanos. Para tal, solicitamos que estejam munidos de documento de identidade.

Contamos com a presença de todos!

Atenciosamente,


Mitra Arquidiocesana de Diamantina           Prefeitura Municipal de Diamantina                            

 Dom Darci José Nicioli                                     Juscelino Brasiliano Roque

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

NO GARIMPO DE CULTURAS, AS FOLIAS BRILHAM COMO DIAMANTES



          Aludir ao garimpo de diamantes para se referir aos aspectos de nossa cultura, destaca a proposta de governo do Prefeito Juscelino Roque em apoiar e fortalecer o DNA da cultura do município. Nesse sentido, a estrutura sociocultural formada a partir da “civilização”[1] da mineração em nosso município, se expressa por meio de algumas manifestações que guardam muito da memória e história do nosso território. Ou melhor, em se tratando de cultura, podemos falar de diferentes territórios físicos e simbólicos, observados por meio dos cortejos de fé territorializados pelos grupos de folias nas diversas comunidades.
          Foi gratificante iniciar o mapeamento da nossa tradição de folia de reis à partir de novembro de 2017 por meio do Projeto Viva Santos Reis - Cortejos de Fé, coordenado pelas técnicas de cultura e patrimônio, Luciana Andrade e Lílian Franciele. De um cadastro inicial na Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio-SECTUR de apenas 04 grupos, saltamos para 09 que foram identificados já no início do mês de dezembro. Ao finalizarmos em janeiro as ações da primeira etapa do projeto, havíamos contabilizado 17 grupos, e ainda, com potencial de elevar mais ainda este número. Entre os grupos identificados, a maioria cumpriu mais uma vez, junto com os devotos e comunidades de origem, o Ciclo de Santos Reis, mantendo esta tradição de origem centenária. Poucos grupos não conseguiram participar da tradição este ano devido a alguns problemas específicos.
         O mais importante foi perceber que, apesar da crescente perda das manifestações de culturas populares do município, a tradição de folia de reis se mantém bastante viva e inserida nas dinâmicas sociais de suas comunidades de origem. O apoio aos grupos viabilizados pela SECTUR foi considerado fundamental, alguns deles expressaram surpresa e gratidão por terem sido pela primeira vez inseridos em um projeto da administração pública. Assim, os grupos fizeram dezenas de cortejos, adentrando e abençoando centenas de casas e famílias, em quase todos os distritos de Diamantina, abrangendo aproximadamente 5 mil moradores que puderam interagir e vivenciar esta tradição.
        Foi surpreendente como algumas pessoas tiveram que aprender como receber uma folia, o que fazer com a bandeira à porta de sua casa. A indagação presente em alguns rostos sobre quais seriam os significados dos cantos sagrados e dos rituais praticados pelos diferentes grupos demonstrava a falta de vivência com tal prática. Ao mesmo tempo várias casas se abrindo para a oferta de uma comedoria farta e generosa. O reconhecimento da população local quanto a estas manifestações torna-se um dos principais meios de garantir a sua permanência e continuidade. As comunidades, os foliões, as paróquias envolvidas, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e de Políticas Culturais, todos estão de parabéns pela manutenção de uma tradição que enriquece a nossa diversidade cultural.
     O projeto volta-se agora para a realização de ações sobre alguns aspectos que se encontram fragilizados na dinâmica da manifestação, visando reverter tal fragilidade com vista ao fortalecimento do grupo. Outras, irão identificar características próprias de cada grupo visando evidenciar a diversidade existente dentro de uma mesma tradição e avançar na preparação dos grupos e comunidades para o reconhecimento das folias como patrimônio imaterial, fazendo com que Diamantina se alinhe cada vez mais à política de patrimônio cultural coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais-IEPHA.  Ainda outras ações serão feitas visando fortalecer a identidade coletiva de uma manifestação, formada por dinâmicas garantidas por diferentes sujeitos que se irmanam na manutenção de uma tradição centenária, passada de geração a geração. Continuemos o garimpo, em breve partiremos para a apuração!

______________________
[1] Fazendo referência a Affonso Ávila, grande pesquisador brasileiro, principalmente do barroco mineiro.


Márcia Betânia Oliveira Horta
Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio







                    Folia de Reis de Córrego Fundo de Pinheiro


           A Folia de Reis de Córrego Fundo de Pinheiro, tem por devoção à Santos Reis, e está marcada pela tradição familiar, que vêm assegurando-a e atualmente, é a geração do senhor José Apolônio de Souza, na pessoa de seu filho José Aparecido de Souza, que se responsabiliza por agregar e incentivar os participantes. Ficou desativada por algum tempo e retornou às suas atividades, em 2005.
          O grupo tem um total de 06 (seis) foliões, sendo, 05( cinco) tocadores: 03 (tres) violeiros, 02 (dois) pandeiristas e 01 (um) sanfoneiro. Tem por forte característica, a composição masculina em toda sua existência. O grupo iniciou o giro no dia 30 de dezembro de 2017 até o dia 06 de janeiro de 2018, visitando casas do distrito de Pinheiro, e ressaltam a intensa participação da comunidade na celebração de visitas e bençãos. 
           Durante o período dos giros, os foliões vestem camisa branca, com a inscrição “ Folia de Santos Reis de Córrego Fundo de Pinheiro” que estampa a imagem de um violeiro. Ao final dos giros, no acontecimento do “ remate”, o qual ocorreu no dia 27 de janeiro de 2018, no prédio da Associação de Córrego Fundo de Pinheiro, foi celebrado junto com a comunidade, em momento de oração e festa, as bençãos de Santos Reis à comunidade!!!!!!