Aviso Importante

Prezados leitores, Informamos que o blog estará temporariamente suspenso durante o período eleitoral. Agradecemos a compreensão. Atenciosamente, Diretoria de Patrimônio Cultural

quinta-feira, 16 de maio de 2019

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA DIVINO ESPÍRITO SANTO DE DIAMANTINA





A Festa do Divino é bem imaterial, reconhecido por meio do “registro”, instrumento este, utilizado no país pelas políticas de preservação do patrimônio cultural à preservação de bens imateriais, tais como, as formas de expressão, celebrações e os modos de criar, fazer e viver, conforme artigo constitucional de 1988 e lei municipal que regulamenta a política municipal. Exatamente por ser importante referência cultural dos diamantinenses, é que esta celebração foi tornada patrimônio imaterial do município.
A política pública de proteção ao patrimônio realiza com a anuência do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e de Políticas Culturais, investimentos como medida de apoio e fomento à Festa do Divino Espirito Santo. É executado anualmente, em parceria com os detentores do saber, o plano de salvaguarda para a valorização e recriação de cada bem.
Desde o registro, o Plano de Salvaguarda é executado anualmente com investimentos da Prefeitura, através do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio,  no apoio a recriação. São executadas ações nos considerados elementos da celebração, como peças, adereços e indumentárias, fomento aos grupos folclóricos, confecção dos docinhos para os tradicionais cartuchos que, atualmente, são produzidos por grupo de doceiras do distrito de São Joao da Chapada.
 Como forma de divulgar o bem e oportunizar visibilidade ao mesmo, acontecerá a exposição do Divino Espirito Santo, no período de 21 de maio a 6 de junho de 2019, com elementos de festas passadas. Na edição do Plano de Salvaguarda para o ano de 2019, nova ação foi incorporada.  Trata-se da pesquisa e execução da partitura da Folia do Divino Espirito Santo de Diamantina que será distribuída para as bandas locais 
Em 2019, assim como em 2018, a Festa do Divino Espírito Santo será realizada pela Paróquia de Santo Antônio em parceria com uma Comissão composta de Geralda da Conceição Oliveira Parisi, Jussara Maria Cruz Santos Fernandes, Maria Marta Mota Couto e Maria da Conceição Pereira Fernandes.
Você é nosso convidado para visitar a exposição temporária do Divino Espírito Santo, a partir de 21 de maio, terça feira, as 10h da manhã, no Museu do Diamante, Rua Direita nº 14. A exposição ficará aberta do dia 21 de maio, terça feira, até dia 6 de junho quinta feira, de 10h as 17h. Participe!!!!


quarta-feira, 8 de maio de 2019

ADOLESCENTES DA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE BEM ESTAR DO MENOR PARTICIPAM DE OFICINA DE RECRIAÇÃO DO MODO DE FAZER DO BOLO DE ARROZ DE DIAMANTINA


A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina, em comemoração aos 20 Anos de Patrimônio Cultural da Humanidade realizou no dia 30 de abril (terça-feira), na VEM (Vila Educacional de Meninas) das 13 :00 às 16:30 horas, a Oficina de Bolo de Arroz de Diamantina. Esta é a primeira oficina do ano 2019, que faz parte do Programa Municipal de Educação Patrimonial “De Olho no Patrimônio”, tendo como público alvo docentes e discentes do Ensino Fundamental II, do Projeto FUMBEM da Escola Municipal João Antunes de Oliveira. Trata-se de um oficina de capacitação sobre os instrumentos de preservação, tombamento e registro. É importante salientar que primeira parte dessa atividade foi ministrada pela Diretora de Patrimônio Telma das Dores Pio Fernandes. Foi apresentado de forma sucinta os instrumentos de preservação de patrimônio, os institutos do tombamento e registro, com histórico e instrumentos legais de proteção, bem como dos registros municipais.  Enfim, uns dos objetivos do projeto é realizar um processo de conscientização do diamantinense em relação da preservação de nosso patrimônio cultural imaterial, explicitado na oficina, aliada à manifestação da tradição. Ensinar aos demais a iguaria culinária “Bolo de Arroz na cidade de Diamantina, faz parte de manter preservada sua receita original e os passos de sua confecção. A senhora Ordália da Assunção Santos Coordenadora da Vila Educacional de Meninas –VEM, pesquisadora e detentora do saber do Bolo de Arroz de Diamantina faz essa tarefa com muita maestria, pois repassa as novas gerações.



Diretoria de Patrimônio Cultural












CRÉDITO DAS IMAGENS: Educador Luan -FUMBEM

sexta-feira, 26 de abril de 2019

MODO DE FAZER DO BOLO DE ARROZ DE DIAMANTINA


O modo de fazer do Bolo de Arroz de Diamantina foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial municipal. Desde então, passou a subsistir a obrigação pública de documentar, acompanhar, investir e apoiar a sua recriação.
O modo de fazer do Bolo de Arroz muito representa para a sociedade diamantinense e lhe configura uma singularidade. A preocupação com a manutenção deste saber demonstra que ele está enraizado no cotidiano da sociedade, sendo parte de suas memórias afetivas e de suas referências histórico-culturais e identitárias.
                                                             
Não é possível precisar desde quando o bolo é preparado.  Evidentemente sua receita pode ter sido transmitida oralmente por inúmeras gerações, sem que seja possível obter registros. De acordo com o dossiê de registro do bem, SECTUR (2014, p.122), algumas pessoas, disseram ter ouvido tratar-se de bolo feito desde a época dos escravos ou da época dos índios.

Outrora vendido antes da missa da madrugada, era meio de subsistência de muitas famílias. Hoje é distribuído gratuitamente após a alvorada da Festa do Divino Espirito Santo e na Festa do Rosário dos Homens Pretos.
Atualmente a confecção do Bolo de Arroz na cidade de Diamantina, preservando em parte, sua receita original e os passos de sua confecção, vem sendo realizada pela Ordália, coordenadora da Vila Educacional de Meninas –VEM, que realizou pesquisa e buscou conhecimento para sua elaboração
No âmbito do programa Municipal de Educação Patrimonial “ de olho no patrimônio” são realizadas anualmente oficinas com foco na recriação do modo de fazer do bolo de arroz.
Desde o registro do bem, cantineiras, adolescentes e senhoras dos programas dos Centro de Referência em Assistência Social, professores da rede municipal e comunidade diamantinense participaram de oficinas e tiveram a oportunidade de aprender sobre o patrimônio cultural.
No próximo dia 30 de abril, os assistidos da Fundação Municipal de Bem-Estar do Menor – FUMBEM participarão da oficina do bolo de arroz.  Dia 07 de maio a vez é dos adolescentes do Programa Lapidando Vidas da Escola profissional Irmã Luiza – EPIL . A oficina oferece um bate papo sobre patrimônio cultural e logo após os participantes colocam a mão na massa, orientados pela Ordália e por jovens da VEM que auxiliam na oficina.
Em 2019 além da distribuição do Bolo de Arroz na alvorada que dá início às comemorações da Festa do Divino, dia 31 de maio, domingo,  às 7:00 na Igreja do Amparo, o Bolo será distribuído durante o Império do Divino, dia 09 de junho, também domingo.
O Bolo de Arroz é patrimônio cultural diamantinense. Venha participar conosco das ações de recriação e fortalecimento deste bem. Procure a Diretoria de Patrimônio Cultural, na Praça Antônio Eulálio 53, Centro, Diamantina.

Márcia Dayrell França Botelho
Historiadora

Crédito fotos: ZELEO









terça-feira, 9 de abril de 2019

GUARDA ROMANA DE DIAMANTINA


As celebrações da Semana Santa ultrapassam o sentido meramente religioso, relacionando crença, manifestação, doutrinas, a vivência da religiosidade leiga, a pompa cerimonial, a cultura artística e material. As festas requerem saberes de produção de ornamentos, estruturas, vestimentas, músicas e outras artes diversas, conectando dimensões materiais e simbólicas.

Intrinsecamente ligada as celebrações da Semana Santa em Diamantina está a Guarda Romana, inserida no vasto patrimônio cultural diamantinense, estando inscrita no Livro das Celebrações (no qual são inscritos rituais e festas que marcam a vivencia coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social), devido a toda importância que lhe e conferida dentro da celebração, assim como a particularidade de seus toques e a execução de uma coreografia pelos guardas, o que marca o diferencial em sua participação.

Em 2019, faleceu Jose Leopoldino Neves, que a 67 anos fazia parte da guarda, tendo recebido o posto de Centurião Mestre em abril de 2001, como consta no livro de atas do grupo. 

Jose Leopoldino Neves, Zé Neves, como era popularmente conhecido, deixou um legado de organização, retidão, pulso firme e amor pelo grupo. Foi o responsável pelo documento que motivou o registro da Guarda como patrimônio imaterial de Diamantina em 2014. 

Desde então, executa-se anualmente o Plano de Salvaguarda do bem e passou-se a subsistir a obrigação pública de documentar, acompanhar, investir e apoiar a sua recriação, como forma de manter viva sua tradição e sua história. Reuniões com o grupo, levantamento de demandas e investimentos em indumentárias, acessórios, lanches, divulgação, cadastro dos participantes e pesquisas são realizados com recursos do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural, autorizados e posteriormente aprovados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina.

Neste contexto de render homenagens ao grupo e divulgar sua historia, registramos fragmentos do primeiro livro de ata da Guarda Romana de Diamantina datado de 10 de abril de 1996 que traz registro emocionado do Monsenhor Walter de Almeida Paulino, Diretor da Guarda Romana, que discorreu sobre sua atuação e  luta para a preservação desta tradição que se tornou um dos mais belos momentos de nossa história e que deve permanecer  como marco de religiosidade e fé no contexto da Semana Santa de Diamantina. Rendeu homenagem, admiração e respeito a missão dos Guarda Romanos pela sublime missão que o Senhor Morto os confia:

“que Deus na sua infinita bondade ilumine todos que pertencem a esta gloriosa Guarda Romana e abençoe-os pela sua fé e dedicação. Que o Senhor Morto ilumine os seus passos com sabedoria, dignidade e proteção e aqueles que ajudam manter esta tradição o nosso respeito e admiração, pois tem a benção divina e que estejam sempre ao nosso lado nesta caminhada de fé e tradição”[1].


Conheça um pouco da história da Guarda Romana de Diamantina e, caso tenha informações e registros sobre a Guarda, compartilhe-os conosco. O dossiê de registro e os relatórios anuais de recriação encontram-se no acervo da Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio- Diretoria de Patrimônio Cultural.  Praça Antônio Eulálio, 56. Centro. Diamantina/MG


 [1] Patrimônio Imaterial de Diamantina. Inscrito no Livro das Celebrações sob o nº 02/2014. Decreto nº 0421 de 02 de dezembro de 2014.
[1] Dossiê de Registro da Guarda Romana de Diamantina. 2014. p.115/228. Arquivo SECTUR.
[1] Livro de ata da Guarda Romana de Diamantina. 1996. p. 1 verso.  Arquivo da Guarda Romana de Diamantina.


Cássia Farnezi Pereira e Márcia Dayrell França Botelho
Historiadoras


Fotos-Créditos:  ZELEO


[1] Livro de ata da Guarda Romana de Diamantina. 1996. p. 1 verso.  Arquivo da Guarda Romana de Diamantina.


[1] Dossiê de Registro da Guarda Romana de Diamantina. 2014. p.115/228. Arquivo SECTUR.
















quarta-feira, 3 de abril de 2019

3º Oficina de Confecção de Tapetes de Rua de Diamantina


A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina, realizará no dia 08 de abril (segunda-feira), no Teatro Santa Izabel às 18:00 horas, a abertura da Oficina de Confecção dos Tapetes Devocionais. 
Este é o terceiro ano consecutivo do projeto, que faz parte do Programa Municipal de Educação Patrimonial “De Olho no Patrimônio” com público alvo de estudantes do Ensino Médio das Escolas Estaduais de Diamantina (sede) no total de 06 escolas.
Um dos objetivos do projeto é realizar um processo de conscientização do diamantinense em relação à produção de tapetes para a procissão da Semana Santa e de Corpus Christi, principalmente dos jovens, além da necessidade da preservação de nosso patrimônio cultural imaterial, explicitado na oficina, aliada à manifestação da tradição religiosa da confecção do tapete de rua.
Neste ano a oficina abordará os temas: Campanha da Fraternidade/2019; 200 Anos da Paróquia de Santo Antônio da Sé; 20 anos Título de Patrimônio Cultural da Humanidade de Diamantina, uma integração de saberes de arte.
                                                        Diamantina, 20 Anos de Patrimônio Cultural da Humanidade!